O medo avisa-nos dos perigos e serve para estarmos mais atentos ao que nos rodeia. Por isso, implica uma certa protecção. Contudo, algumas pessoas sentem o medo de uma forma tão aguda e angustiante, que este determina as suas vidas e as impede de levar uma vida normal.
O medo será considerado patológico quando não resultar de uma reacção proporcional a uma situação que, na realidade, deveria ser aceite sem esse sentimento. As causas ou os responsáveis pelo medo são quase sempre situações consideradas complicadas (medo de exames, medo de voar), mas também ameaças reais, como o perigo de que seja declarada uma guerra, de uma iminente pobreza, da contaminação do meio ambiente ou preocupações no local de trabalho.
As pessoas afectadas reagem exageradamente e já não são capazes de encarar o perigo de forma realista. A sensação de medo é vivida de diferentes formas, podendo surgir ataques de pânico ou transtornos crónicos devido ao medo; os ataques de pânico produzem-se repentinamente e sem motivo aparente.
O corpo e a alma estão unidos deforma inseparável durante a vida. Por isso, os transtornos físicos, que afectam os órgãos, podem influir no estado de espírito. Pelo contrário, as cargas anímicas causadas, por exemplo, por conflitos relacionais, mortes, conflitos laborais e muitos outros motivos, podem causar problemas físicos.
Actualmente, a nível mundial, 21% de todas as doenças podem dever-se a problemas psíquicos e de comportamento, e afectam cerca de 450 milhões de pessoas. Nos capítulos seguintes, descreve-se os transtornos psíquicos mais frequentes e a forma de preveni-los, bem como o seu tratamento global.
Se o problema de que padece não constar desta lista, pode consultar o fndice de conteúdos.
Muitas vezes, as tonturas são o sinal de um transtorno do órgão do equilíbrio no ouvido. Distinguem-se, essencialmente, três tipos. Chama-se tontura fisiológica a uma sensação de tontura duradoura com mal-estar que se produz ao efectuar movimentos não habituais. A pré-síncope é uma sensação de tontura repentina e indefinida. Pode produzir-se por problemas da regulação cardíaca ou da tensão arterial, o que origina transtornos de circulação sanguínea e de alimentação no cérebro.
As tonturas por desequilíbrio produzem-se ao juntarem-se problemas do órgão do equilíbrio e outros órgãos (olhos, músculos, tendões e articulações) com os quais coordenamos os nossos movimentos num espaço. Também pode ser motivo de tonturas a falta de micronutrientes, a tensão baixa, a doença de Menière (lesões no ouvido interno), a arteriosclerose, uma baixa de açúcar, danos na coluna cervical, falta de oxigénio e doenças dos olhos ou dos nervos.
Se a tontura durar vários dias, é imprescindível consultar o médico pois, em primeiro lugar, deve encontrar-se a sua causa.
Tal como a dor de dentes, a dor de cabeça é bastante desagradável e pode deixar qualquer um sem reacção. Nesses casos, tomar um comprimido parece ser a salvação. Mas será o melhor?
É evidente que não se deve tomar analgésicos assiduamente, já que isso pode lesar outros órgãos, sobretudo os rins. Contudo, em muitos casos, a circulação do cérebro melhora após tomar-se um analgésico e as dores de cabeça desaparecem passado pouco tempo, o que para a pessoa afectada é uma espécie de pequeno milagre.
No entanto, é preciso ser prudente com o uso de analgésicos, sobretudo se se padecer de dores de cabeça frequentes pois, se forem tomados durante demasiado tempo e em doses muito elevadas, pode haver uma alteração da regulação própria da circulação sanguínea de tal modo que serão os próprios analgésicos a provocar as dores de cabeça.
Também o café forte (expresso ou instantâneo) estimula a circulação sanguínea do cérebro e pode aliviar dor de cabeça, embora não seja aconselhável após a ingestão de álcool, quando o estômago já está irritado.
Cerca de 80% das mulheres e 50% dos homens sofrem, pelo menos de vez em quando, de dores de cabeça, e entre 5 a 10% da população padece delas de forma contínua. Uma vez que isto não é uma doença mas um sintoma, pode ter várias causas, começando por um extremo cansaço, fome e susceptibilidade às alterações climatéricas, bem como tensão baixa ou problemas de vista. Mas, frequentemente, as dores de cabeça também podem acompanhar outras doenças orgânicas, resfriados ou inflamações dentais, e podem produzir-se por tensões musculares ou transtornos dos vasos sanguíneos. As vezes, a cabeça também zumbe apenas porque temos demasiadas preocupações: excesso de exigências profissionais, conflitos na vida pessoal, etc. Contudo, em muitos destes casos não é possível saber exactamente a causa das dores.
Por um lado, existe a dor de cabeça com tensão, com dores agudas que se sentem como uma pressão vinda de fora e, por outro, a enxaqueca, com episódios de dor muito intensa, acompanhados de mal-estar, náuseas e fotofobia. A enxaqueca localiza-se num dos lados da cabeça e pode durar entre quatro horas a quatro dias. Pouco antes do ataque, os afectados sentem aquilo a que se denomina uma aura, o que implica transtornos da visão, um formigueiro ou uma sensação de insensibilidade nos braços e pernas.