Se tiver um telefone à mão, deve ligar para os serviços de emergência antes de aplicar os primeiros socorros. No caso de o acidente ter ocorrido numa zonp pouco habitada e o telefone mais próximo estar demasiado longe, é conveniente dar início aos cuidados básicos. Tente concentrar-se quando estiver ao telefone para informar com clareza.
A informação mais importante que deve transmitir ao serviço de emergência quando telefonar são as respostas que vai ter de dar às cinco perguntas fundamentais. Sem estes dados, o serviço de emergência não consegue determinar o tipo de ajuda que é absolutamente necessária.
Onde ocorreu o acidente?
Diga o nome exacto do lugar e explique os acessos com precisão. Em caso de um acidente em plena Natureza, forneça pontos de orientação precisos à pessoa com quem falar.
O que aconteceu?
Informe com precisão sobre o tipo de acidente de que se trata: incêndio, acidente na água, doença ou acidente de viação. O pessoal do serviço de emergência precisa desses dados para preparar o respectivo material e planificar a acção de socorro.
Quantas pessoas foram afectadas?
E um dado importante para o envio de auxiliares e ambulâncias suficientes para o local do acidente.
Que tipo de lesões existem?
Deve poder informar o serviço de emergência sobre as consequências do acidente, como paragens cardio-respiratórias, perda de consciência ou outros indícios de doença. Deste modo, os auxiliares poderão preparar as medidas urgentes necessárias durante a sua deslocação para o local do acidente.
Espere para responder às perguntas
Este é quase o ponto mais importante: devido à emoção, por vezes os informadores não se expressam claramente ou esquecem detalhes importantes. Por isso, não desligue de imediato.
Espere que o serviço de emergência lhe coloque as respectivas perguntas.
No momento do susto inicial, talvez algum familiar nervoso ou alguma pessoa sem experiência que esteja a auxiliar se ofereça para levar o acidentado ao hospital para ganhar tempo, mas pode ser arriscado. Não só porque ao agir dessa maneira está a deixar de adoptar medidas de urgência vitais, como por ser necessário ter em conta muitos detalhes para transportar um doente para o hospital, dependendo do tipo de urgência. Espere pela chegada do médico do serviço de urgência ou do pessoal sanitário, a não ser que o centro de emergências o autorize expressamente a efectuar o transporte pelos seus próprios meios.
Tanto em caso de acidente de trânsito como noutras emergências é de importância vital pôr a salvo o acidentado que não consiga mover-se pelo seu próprio pé, levando-o para um sítio seguro ou tirando-o do seu carro. É praticamente impossível prestar os primeiros socorros a uma pessoa inconsciente que se encontra sentada num veículo, pelo que é preciso tirá-la do mesmo. Além disso, nos acidentes de trânsito graves existe o risco de incêndio e explosão.
A manobra de Rautek Para pôr a salvo um acidentado, aplique a manobra de Rautek. Em caso de acidente de trânsito é preciso abrir primeiro a porta e soltar o cinto de segurança (cortá-lo se for necessário). Se os pés do acidentado ficaram presos, por exemplo debaixo dos pedais, tente soltá-los. Seguidamente, rode a pessoa acidentada com as costas voltadas para si e coloque-se atrás dela com as pernas flectidas. Depois, agarre-a com ambos os braços por debaixo das axilas e apoie-a num dos seus antebraços depois de a ter colocado em ângulo recto sobre o peito. Retire-a do carro, levantando o tórax e passando o peso para trás. Recue com os joelhos flectidos, colocando o acidentado sobre as suas coxas.
Felizmente, na maioria dos acidentes as lesões são ligeiras e podem ser tratadas com meios simples. Mas nos casos graves podem chegar a ocorrer situações em que a vida do acidentado fica em risco, como no caso das paragens cardio-respiratórias. Por isso, verifique sempre se o acidentado está consciente e se apresenta as funções vitais, respiração e actividade cardiocirculatória.
É fácil verificar se a pessoa está inconsciente. Verifique se abre os olhos e reage quando fala com ela ou a sacode suavemente. Se o acidentado não reagir a esses estímulos, certamente que estará inconsciente. Se o acidentado reagir de forma limitada ou lenta, poderá ter a consciência afectada e possivelmente perderá a consciência em breve.
Se a perda de consciência só durar segundos ou minutos, trata-se de um desmaio breve, que frequentemente se produz devido a problemas circulatórios.
Se o acidentado estiver inconsciente é preciso verificar a sua respiração. Observe a caixa torácica para ver se realiza movimentos respiratórios. Aproxime o ouvido da boca do acidentado para ver se ouve ruídos de respiração e se sente o ar que ele expira. Outros indícios de uma paragem respiratória são as pupilas dilatadas insensíveis à luz, os lábios arroxeados, as unhas das mãos escuras e uma cor azulada. Toda a paragem respiratória é um estado de risco para a vida. Se o fornecimento de oxigénio for interrompido, podem surgir lesões permanentes após alguns minutos.