Os medicamentos são substâncias químicas que se administram ao organismo em caso de doença e, em geral, durante períodos relativamente breves (quando são eficazes). Vêm sempre acompanhados de uma bula que, entre outras coisas, informa sobre os riscos e os efeitos secundários. No entanto, comemos os alimentos diariamente e a quantidade cada vez maior de substâncias químicas que contêm é mencionada em parte nas embalagens, mas o consumidor não obtém dados sobre os seus efeitos na saúde. Neste caso, cada pessoa tem de tomar a iniciativa de se informar.
Não nos podemos esquecer que se prescindirmos dos aditivos químicos na alimentação, passando ao consumo de produtos naturais e à preparação cuidadosa dos alimentos, ao mesmo tempo que optimizamos o fornecimento de micronutrientes, podemos melhorar ou fazer desaparecer totalmente (entre outras) as afecções seguintes.
A alimentação é necessária para o crescimento do nosso organismo, para a obtenção de calor e energia, para a regulação dos processos vitais e também para a protecção contra doenças. A nossa alimentação é composta pelas proteínas, pela água e pelos minerais, que são uma espécie de «materiais de construção»; como «combustíveis», temos as gorduras e os hidratos de carbono e como substâncias de defesa e regulação possuímos as vitaminas, as enzimas, as substâncias vegetais secundárias e a fibra.
As proteínas são os elementos construtivos fundamentais de todo o ser vivo: a sua estrutura é responsável pela formação das células, dos órgãos e dos tecidos; como enzimas, activam as reacções químicas do corpo e transportam o oxigénio e o ferro; como hormonas, são determinantes para importantes fases do ciclo vital. Além disso, transmitem impulsos nervosos como neurotrans-missores, são responsáveis pela actividade muscular, dirigem a circulação sanguínea e, enquanto anticorpos, defendem o organismo de agentes patogénicos.
O objectivo dos primeiros socorros em caso de feridas é evitar uma penetração de corpos estranhos e germes na ferida, bem como deter a hemorragia. As feridas quotidianas mais frequentes são os cortes, os abrasões, as feridas por punção e as feridas abertas.
Cortes: feridas de diferente profundidade, frequentemente com hemorragia intensa e bordas da ferida lisas.
Abrasões: feridas superficiais com perda da camada exterior da pele, com secreção de líquido tissular e, geralmente, hemorragia escassa.
Ferida por perfuração: trata-se de feridas nas quais se encontram corpos estranhos (como farpas).
Feridas abertas: são feridas de bordos irregulares que têm frequentemente uma tonalidade azulada devido a hemorragias.
Uma luxação é a lesão sofrida pela articulação quando, após um determinado movimento (queda, golpe ou afim), não volta à sua posição normal. No caso das entorses, os ossos que formam a articulação deslocam-se mas voltam à sua posição original. Neste caso, lesionam-se em particular os ligamentos e os tendões da zona, por ficarem excessivamente tensos e poderem chegar a romper-se.
As intoxicações produzem-se ao ingerir alimentos em mau estado, cogumelos e plantas venenosas, mas também por medicamentos e álcool em excesso. As queimaduras químicas internas podem ser produzidas pela ingestão de lixívia e ácidos. O risco mais frequente vem dos produtos de limpeza da casa, como o desinfectante da casa de banho e o detergente da loiça.
Quando tiver lugar um acidente produzido por substâncias tóxicas, pense primeiro em proteger-se. Use luvas de protecção para que as substâncias tóxicas não o afectem.