O medo avisa-nos dos perigos e serve para estarmos mais atentos ao que nos rodeia. Por isso, implica uma certa protecção. Contudo, algumas pessoas sentem o medo de uma forma tão aguda e angustiante, que este determina as suas vidas e as impede de levar uma vida normal.
O medo será considerado patológico quando não resultar de uma reacção proporcional a uma situação que, na realidade, deveria ser aceite sem esse sentimento. As causas ou os responsáveis pelo medo são quase sempre situações consideradas complicadas (medo de exames, medo de voar), mas também ameaças reais, como o perigo de que seja declarada uma guerra, de uma iminente pobreza, da contaminação do meio ambiente ou preocupações no local de trabalho.
As pessoas afectadas reagem exageradamente e já não são capazes de encarar o perigo de forma realista. A sensação de medo é vivida de diferentes formas, podendo surgir ataques de pânico ou transtornos crónicos devido ao medo; os ataques de pânico produzem-se repentinamente e sem motivo aparente.

São acompanhados de taquicardias, problemas de respiração, tremores, suores, perda da fala, transtornos gastrointestinais, dores no peito e na cabeça e tonturas até à perda dos sentidos. Frequentemente, as pessoas afectadas só se apercebem de que algo não está bem quando sofrem estes sintomas. E, por outro lado, estes sintomas levam a que sintam medo de padecer realmente de uma doença.
Em primeiro lugar, é importante que familiares e amigos mostrem compreensão ao afectado. O medo pode converter-se num estado patológico que o doente não consegue vencer sozinho. Nesse estado, o melhor é obter ajuda através de uma terapia condutista.
Deve procurar ajuda médica se o seu dia-a-dia for determinado pelo medo, se os ataques de medo forem muito prolongados ou frequentes e agudos.
Tudo aquilo que possa estimular o equilíbrio interno e a relaxação pode ajudar: os exercícios de respiração, o treino autógeno, o desporto e o ioga.
Desabafe, conversando com o seu companheiro ou um amigo. Também pode procurar ajuda profissional indo a um consultório psicoterapêutico para aprender a desactivar os seus medos.
Aconitum napellus D12, D30 – gotas: S: sensação de medo frequente devida a uma experiência marcante; A: medo, inquietude; M: piora à tarde, à noite e com o calor.
Argentum nitricum D6, D12, D30 – gotas: S: medo antes de datas importantes e exames, medo da solidão, da entrada de intrusos em casa, da morte, agorafobia, mas também claustrofobia; A: medo, inquietude, má memória; M: melhora com o exercício, piora ao comer.
Phosphor D6, D12, D30 – gotas: S: medo de manhã, de estar sozinho, do futuro, de adoecer, medo por outros, com a entrada de intrusos em casa, da morte, dos vendavais e das tempestades; ao ouvir ruídos, sensação de muito calor na cabeça com suor na testa.
Stramonium D6, D12, D30 – pastilhas: S: medo no escuro, à noite, de estar sozinho, dos túneis, de tudo o que seja negro, de cair (frequentemente o conteúdo dos sonhos), de enlouquecer, de ser assassinado, do barulho da água em movimento, do dentista; rangido, espasmos; A: fantasia muito acentuada, verborreia, a impressão de estar agitado; M: piora com o exercício e a luz; melhora quando está de pé e sentado.
Sulphur D6, D12, D30 – pastilhas; S: medo à noite na cama (insónia), medo à noite ao deitar-se, com sufoco, taquicardia e ansiedade, preocupação interior, medo pelos outros, medo de se constipar, dos fantasmas, medo da salvação da alma, inquietude, dispersão, muito assustadiço até quando se chama pelo seu nome; cabelo encrespado, eczemas, ondas de calor; A: irritável, mal-humorado, esquecido, depressivo; M: piora à noite, após a meia-noite, quando está deitado, com humidade e frio e com falta de movimento; melhora com o calor.
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ACONITUM D-12
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