O açúcar é a fonte de energia mais importante para as células cerebrais e nervosas. Ingerido na medida certa, mantém a capacidade de atenção e concentração. As crianças norte-americanas consomem uns 146 kg de açúcar por ano (bastariam 10 kg) e as crianças de outros países estão a aproximar-se deste nível.
Um excesso de consumo de açúcar produz transtornos do comportamento, hiperactividade e problemas de concentração. O nível de açúcar no sangue flutua ao ingerir alimentos com alto conteúdo de açúcar e, após um aumento da capacidade de concentração inicial, produz sonolência e letargia. Além disso, pode provocar uma verdadeira dependência: os cientistas descobriram que o sistema de recompensas estimula o cérebro de forma semelhante às drogas.
As hormonas da felicidade produzidas pelo próprio organismo (endorfinas) e a substância transmissora do organismo serotonina influenciam o estado de espírito das pessoas. Estimulam o sono, diminuem a sensação de dor e aumentam o desejo de comunicar, bem como a sensação de satisfação.

Para poder produzir serotonina, o organismo necessita de triptófano e este assimila-se especialmente bem a partir da alimentação, se o organismo segregar muita insulina. Os hidratos de carbono, em especial os açúcares, aumentam o nível de insulina. Isso explica também por que é que o nosso organismo tem apetência de alimentos com um elevado conteúdo de gorduras e hidratos de carbono, quando se encontra numa situação de stresse ou em fase depressiva.
Substâncias tóxicas (insecticidas, pesticidas, hormonas, toxinas industriais), os alimentos de fabrico convencional contêm cada vez mais substâncias tóxicas. Contudo, nem todas são registadas nas análises, dado que os laboratórios nem sempre habilitados a essa prática.
Fomenta-se o excesso de peso da seguinte forma: as substâncias aromatizantes simulam uma alimentação completa que, na realidade, contém uma quantidade demasiado baixa de micronutrientes vitais e demasiadas calorias devido ao seu elevado conteúdo de gorduras e açúcar. O organismo apercebe-se do engano e reclama mais micronutrientes através de sinais de fome.
Ao receber cada vez mais calorias «vazias», gera-se um ciclo vicioso. Na alimentação animal, acrescentam-se substâncias edulcorantes e aromatizantes, como o glutamato. Dado que o sabor doce indica um elevado valor nutritivo, é atractivo e convida a comer. Também as pessoas que consomem os produtos light, que contêm edulcorantes e são elaborados com eles, engordam em vez de emagrecer.
O glutamato encontra-se praticamente em todos os pratos preparados, com indicações como «aroma», «E621» a «E625», ou «potenciador do sabor». A nível mundial produzem-se e consomem-se 1,5 milhões de toneladas de glutamato; até o carrageno, a maltodextrina, a proteína do trigo, bem como os produtos lácteos desidratados e o extracto de levedura o contêm.
Trata-se de uma substância produzida pelo organismo humano que, entre outras funções, actua como transmissora da dor e transmissora intestinal. Também há alimentos naturais que contêm glutamato em pequenas quantidades. Como aditivo para sopas e pratos de suficientemente equipados para poder identificar as novas toxinas que vão aparecendo. Também é habitual a prática de corrigir para cima os valores-limite das substâncias tóxicas nos alimentos para que os produtos possam ser comercializados.