Além dos remédios caseiros de sempre, recomenda-se também o uso dos princípios activos de medicamentos homeopáticos, fitoterapêuticos e de síntese química, que podem ser comprados sem receita médica. Isto não significa que todos os produtos ofereçam a mesma qualidade, independentemente de onde forem comprados.
A vantagem de comprar medicamentos nas farmácias é que estes oferecem uma qualidade testada segundo as normas da farmacopeia. Isto diferencia-os dos produtos que se pode adquirir em ervanárias ou supermercados, cuja qualidade se rege pelas normas menos rígidas para os produtos alimentares e não se controla com a mesma frequência. Além disso, o que poucos consumidores sabem é que estes produtos contêm apenas doses muito pequenas dos princípios activos, geralmente insuficientes para levar a cabo um tratamento.
No caso dos suplementos alimentares que se tomam para a prevenção eficaz de doenças, pode dizer-se que, graças à lei sobre os medicamentos, se obtém actualmente – tanto através da venda directa como da publicidade boca-a-boca – produtos com a dosagem internacionalmente recomendada pelos fabricantes. Certifique-se de que se trata de produtos procedentes de fontes naturais.
Os fabricantes de medicamentos despendem grandes somas de dinheiro e esforços para levarem a cabo investigações que proporcionem, entre outros resultados, informação sobre a dose adequada para tratar uma doença com o seu medicamento. Daí que a bula de um medicamento indique a dosagem recomendada exacta e que esta, por vezes, seja muito diferente, segundo o quadro clínico do doente e o grau de gravidade da doença. Para alcançar o efeito desejado, há que seguir estas indicações com rigor.
Nos prospectos também se indica qual é o momento do dia mais adequado para a toma do medicamento. A dose unitária e a dose diária significam o número de comprimidos ou drageias que se deve ingerir em cada toma ou no prazo de 24 horas. Neste capítulo também se indica se o medicamento só foi concebido para ser tomado durante pouco tempo, ou se é adequado para um tratamento prolongado. Acima de tudo, não podemos esquecer que até os medicamentos de venda livre devem ser tomados nas doses adequadas, para que os produtos que os compõem possam ter o seu efeito ideal.
Se é daquelas pessoas que, após ler a bula anexa, prescinde de tomar um medicamento, considere que há um certo risco de aparecimento de efeitos secundários, mas, por outro lado, também existe o risco de adoecer e talvez até piorar, se não tratar a doença. Por isso, tem de avaliar o que é melhor. Se ainda assim não se sentir seguro ou segura, sobretudo durante a gravidez e a lactação, é melhor consultar o médico de família, o ginecologista ou o farmacêutico, antes de automedicar-se.
Se decidiu tratar-se com um medicamento, pondere também o tempo que é razoável tomá-lo. Regra geral, caso os transtornos ou as dores persistam, não deve prolongar o tratamento com qualquer tipo de medicamento além de três dias sem consultar o médico.