O medo avisa-nos dos perigos e serve para estarmos mais atentos ao que nos rodeia. Por isso, implica uma certa protecção. Contudo, algumas pessoas sentem o medo de uma forma tão aguda e angustiante, que este determina as suas vidas e as impede de levar uma vida normal. O medo será considerado patológico quando não resultar de uma reacção proporcional a uma situação que, na realidade, deveria ser aceite sem esse sentimento.
As causas ou os responsáveis pelo medo são quase sempre situações consideradas complicadas (medo de exames, medo de voar), mas também ameaças reais, como o perigo de que seja declarada uma guerra, de uma iminente pobreza, da contaminação do meio ambiente ou preocupações no local de trabalho. As pessoas afectadas reagem exageradamente e já não são capazes de encarar o perigo de forma realista.
A sensação de medo é vivida de diferentes formas, podendo surgir ataques de pânico ou transtornos crónicos devido ao medo; os ataques de pânico produzem-se repentinamente e sem motivo aparente. São acompanhados de taquicardias, problemas de respiração, tremores, suores, perda da fala, transtornos gastrointestinais, dores no peito e na cabeça e tonturas até à perda dos sentidos.

Em primeiro lugar, é importante que familiares e amigos mostrem compreensão ao afectado. O medo pode converter-se num estado patológico que o doente não consegue vencer sozinho. Nesse estado, o melhor é obter ajuda através de uma terapia condutista.
São benéficos os preparados de valeriana, lúpulo, hipericão, cidreira, kava ou passionária. Conforme a combinação, podem tomar-se tanto para facilitar o sono (acrescentando mais valeriana), como também para afugentar o medo.
A seguinte mistura tranquilizante também proporciona alívio:
Frequentemente, as pessoas afectadas só se apercebem de que algo não está bem quando sofrem estes sintomas. E, por outro lado, estes sintomas levam a que sintam medo de padecer realmente de uma doença.