Porque temos Medo

O medo avisa-nos dos perigos e serve para estarmos mais atentos ao que nos rodeia. Por isso, implica uma certa protecção. Con­tudo, algumas pessoas sentem o medo de uma forma tão aguda e angustiante, que este determina as suas vidas e as impede de levar uma vida normal. O medo será considerado patológico quando não resultar de uma reac­ção proporcional a uma situação que, na reali­dade, deveria ser aceite sem esse sentimento.

As causas ou os responsáveis pelo medo são quase sempre situações consideradas compli­cadas (medo de exames, medo de voar), mas também ameaças reais, como o perigo de que seja declarada uma guerra, de uma iminente pobreza, da contaminação do meio ambiente ou preocupações no local de trabalho. As pessoas afectadas reagem exageradamente e já não são capazes de encarar o perigo de forma realista.

A sensação de medo é vivida de diferentes formas, podendo surgir ataques de pânico ou transtornos crónicos devido ao medo; os ataques de pânico produzem-se re­pentinamente e sem motivo aparente. São acompanhados de taquicardias, problemas de respiração, tremores, suores, perda da fala, transtornos gastrointestinais, dores no peito e na cabeça e tonturas até à perda dos sentidos.

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Em primeiro lugar, é importante que fami­liares e amigos mostrem compreensão ao afectado. O medo pode converter-se num estado patológico que o doente não consegue vencer sozinho. Nesse estado, o melhor é ob­ter ajuda através de uma terapia condutista.

Como não ter Medo

São benéficos os preparados de valeriana, lúpulo, hipericão, cidreira, kava ou passionária. Conforme a combinação, podem tomar-se tanto para facilitar o sono (acrescentando mais valeriana), como também para afugen­tar o medo.

A seguinte mistura tranquilizante também proporciona alívio:

  • 10 partes de folhas de cidreira
  • 10 partes de folhas de hortelã piperina
  • 25 partes de raiz de valeriana
  • 20 partes de flores de laranjeira-doce
  • 15 partes de anis
  • 20 partes de passionária

Frequentemente, as pessoas afectadas só se apercebem de que algo não está bem quando sofrem estes sintomas. E, por outro lado, estes sintomas levam a que sintam medo de pade­cer realmente de uma doença.

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